Não entendo muito esta coisa de “Dia da Mulher”. Acho extremamente preconceituoso e muito machista. Excluíndo-se a questão histórica da data (sim, eu sei sobre o incêndio em Nova York), acredito piamente que todos os dias são Dia da Mulher, afinal, você que é homem, fale a verdade, tem como imaginar a vida sem elas? Impossível não?
Para comemorar este dia, escolhi uma poesia daquele que acredito ser o poeta que mais conheceu as mulheres. Pablo Neruda, prêmio Nobel de literatura e um comunista das antigas certamente foi aquele que mais escreveu sobre elas. Dele vem, “Mulheres”:
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam “não” como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.
À você mulher, meu singelo parabéns!
Desde moleque sou radioamador e radioperador (ex-PU2UTC, ex-PX2H8326 e atual PX2M2934) e sempre gostei do hobby. Passava noites em claro escutando estações do mundo todo e colecionando alfinetes num mapa com os países que já tinha falado (um total de 132). Hoje, devido ao trabalho e também a falta de estrutura, deixo parte dos equipamentos guardados para que na futura casa possa montar novamente o shark e “queimar botina” pelas frequências.
Mas nesta noite achei algo interessante. Estava fazendo o update de algumas aplicações em meu iPhone na AppleStore quando achei um aplicativo para a escuta das frequências das torres de controle de aeroportos do mundo todo. Melhor, encontrei o site que suporta a aplicação e lá é possível escutar tudo o que se passa nas conversas entre torre e aviões dos aeroportos mais movimentados do mundo.
Do Brasil, encontrei somente um (frequência de 134.450Mhz e 126.100Mhz) que é o aeroporto de Brasília (BSB) e justamente no momento que estou ouvindo as comunicações, entra um avião da United Airlines passando pela cidade. É lastimável o inglês dos operadores. Até mesmo o meu é melhor, um vexame (será que os caras do Legacy entenderam mesmo o que era para eles fazerem?).
Enfim, se gosta de “rádio cachoeira” e tem prazer nisso, acesse o site liveACT.net Tem muita coisa interessante para ouvir por lá.
OBS: a escuta destas frequências, bem com frequências da Polícia, Bombeiros, Ambulâncias e outros serviços é livre e legal. Entretanto não é permitida sob hipótese alguma a interferência nas mesmas.
Tag's: ham radio, radioamadorismo
No final de semana passado estive em São Luís, Maranhão para palestrar em um evento sobre a linguagem de programação PHP. Sobre o evento, nada a reclamar; mas sobre a viagem, fiquei frustrado. Era a primeira vez que pisava em solo maranhense e estava esperançoso de conhecer mais um dos patrimônios históricos da humanidade (o centro antigo da cidade). Entretanto a conjunção de trabalho, demandas, tempo feio e cansaço fizeram com que ficasse o dia inteiro que tinha livre dentro de um quarto de hotel.
Tag's: avião, evento, fortaleza, nordeste, palestra, praia, recife, salvador, são luís, viagem
Não é de hoje que a ANAC – Agência Nacional de Aviação Comercial baba um ovo gigante para os EUA. Alguns dizem que é porque são normas internacionais da aviação que ela aparece com imbecilidades tais como a nova do próximo dia 1º de março. Agora, qualquer passageiro que for entrar no avião terá que apresentar o documento de identidade para que seja confirmado o nome do capiau com o bilhete aéreo.
Me pergunto: se o cara fez check-in e foi verificada a identidade neste ato, para quê identificar novamente? Para saber se fulano é mesmo fulano ou não? E qual foi o curso que os coitados dos atendentes das companhias (claro, sobrou para eles) fizeram para saber que aquele documento que está sendo mostrado é falso ou não? É mais ou menos como os imbecis que trabalham em cartórios que possuem o pseudo-poder de autenticar sua assinatura dizendo que ela é verdadeira, mesmo sem nunca ter feito um curso de grafologia (a maioria nem sabe o que a palavra quer dizer).
Burrocrática, a ANAC deveria cuidar de implantar ILS nos aeroportos, de criar métodos eficientes de verificação e principalmente trabalhar, porque o que tem de cabide pendurado ládentro…
Depois de um carnaval que não vi passar graças a alegria de não ter televisão em casa (que só lamento por não assistir os bons canais como Discovery, History, NatGeo e BBC), tento retornar ao trabalho diário. Não que esteja inválido fisicamente ou não tenha trabalhado neste feriado; ao contrário, tive muito trabalho para fazer mas não sei porque cargas d’água a parte criativa do cérebro teima em estar num estado de dormência desenfreada, o que efetivamente é uma lástima em todos os sentidos.
Penso que a situação é devido a falta de descanso mental. Muitas pessoas não precisam disso mas eu preciso. A parte criativa não anda se não estiver descansada, o que não é sinônimo de ter dormido várias horas ou ter ido ao cinema, teatro, feira ou sei lá mais o quê. É simplesmente descarregar a mente e apreciar o dia, coisa que pouco ando fazendo. Só para completar, alguns incidentes da semana passada contribuem para a falta de vontade.
Anyway, como já aprendido há longa data, “aproveite, começou uma nova semana!” Então, que seja, mesmo curta, uma nova semana.
Neste final de semana fui assistir a peça Na medida do Possível com Eduardo Martini e confesso que é tão boa quanto a última que assisti, também do mesmo ator, I Love Neide. Com um humor escrachado e totalmente politicamente incorreto, Na Medida do Possível mostra a vida de Adamastor, um quarentão que acaba de se separar, não sabe o que faz da vida e fica conversando com seu peixe no aquário lembrando-se da ex-mulher. Para dar um sossego nos pensamentos, conta sua ida ao casamento do primo junto com seu amigo Zé, aquele que tem como refrão “puta papo de viado”. Toma umas cachaças (inclusive com o padre), vira padrinho e ainda vomita na festa. Sensacional!
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Neste final de semana fui assistir mais um filme saido de livro. Sherlock Holmes, o detetive de Arthur Conan Doyle já foi motivo de outros filmes (como o Enigma da Pirâmide ou Young Sherlock Holmes) mas agora virou zona. Até mesmo seu companheiro Dr. Watson virou fera e resolveu aprender a dar pancada. Só mesmo Hollywood para isso.
Não é um filme ruim mas é mamão com açúcar. O que salva é a irreverência e o escracho do detetive interpretado por Robert Downey Jr. em vários momentos da película (destaque para a cara da camareira que o pega algemado na cama peladão) e também as cenas computadorizadas de uma Londres antiga. O restante, fraquinho, fraquinho.
Mas pelo menos valeu a saída de casa. Depois de uma semana infernal de trabalho (inclusive virando a noite em cliente), serviu para algumas boas risadas. Enquanto isso, sigo aguardando O Hobbit que foi postergado para 2012 (antes que o mundo acabe, espero).
Há algumas semanas perdi todas as minhas músicas no iTunes (história para outro post). Tudo bem, Tinha coisa lá que nem eu imagino mais o que era e vai ser uma busca incansável pela Internet. Algumas, tenho os CD’s ou LP’s comigo que já estão de volta no player. Coisas como Chris Botti, Yanni, Faithless e Ella Fitzgerald. Outras…
Das que mais gostava perdi toda a série do Max Mix (simplesmente TODA) e também uma que nunca tinha visto o single desde quando trabalhei em rádio no começo da década de 90. Era Vogue de Dorian Gray, um Italo-House daqueles espetaculares (tá bom, Mysterious Art também arregaça!)
Bem, com a Internet é o maior shopping-center do mundo, bastava procurar. Óbvio que não foi uma “procura” qualquer pois a música é de 1992 mas… achei perdida em um site de um russo! Sim, achei a safada e também o disco para vender originalíssimo e zerado! Coisas de Internet.
Não entendeu não é? Então clique no play abaixo para entender.
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Aproveitando, o site DiscoGS é algo mais que impressionante. Tudo aquilo que você procura de velharia encontra a venda por lá. Vale a pena dar uma sapeada se você ainda tem uma Gradiente D-35 em casa ou quem sabe uma SL1200
Tag's: dance, italo-house
Acabei de ler a obra Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil do jornalista paranaense Leandro Narloch e confesso que há muito tempo não lia algo tão bom sobre nossa história (acho que o último foi a série de Elio Gaspari sobre a ditadura em nosso país).
De fácil leitura e com português para qualquer ameba entender, o jornalista fez um soberbo trabalho de busca e recuperação de informações sobre as verdades de nossa história e que são, convenientemente, jogadas para baixo do tapete a fim de pintar um quadro mais bonitinho. Levanta “lebres” sobre a escravidão no Brasil, sobre os portugueses, sobre a Guerra do Paraguai, a ditadura, figuras como Santos Dumont e Aleijadinho, além da divertida passagem sobre o Acre (que ainda acredito ser a terra de Lost da América do Sul).
Valeu cada centavo pago no mesmo, fosse pela qualidade do material ou ainda pela coragem do jornalista que joga titica com um baita ventilador na cabeça de muita gente. Melhor assim. Quem sabe desta forma não paramos para pensar no que somos realmente?
Disponível nas melhores (e piores) livrarias do Brasil.
Tag's: ditadura, história, jornalista, livro
Passei entre Natal e ano-novo na casa de amigos em Salvador. Acredite, não conhecia a cidade mesmo já estando nela umas quatro vezes. Infelizmente, como a correria é grande, pouco (ou nada) tinha visto.
Muito bem. Gostei do que vi. Andei pelo Pelourinho (que está feio, descascando e pouco cuidado), pelo centro histórico, tomei sorvete na tradicional sorveteria da Ribeira (diga-se de passagem, sensacional) e ainda deu para dar uma molhada de buzanfa na praia. Mas claro, alguma coisa tinha que dar errado… e deu.
Trata-se da pífia e sem-graça ida à Igreja e Convento São Franscisco. Não que o local seja feio, ao contrário. É lindo, bem harmonioso e de uma arquitetura soberba. O sem graça fica por conta de uma daquelas estupidez que ninguém sabe de onde vem mas que todo mundo presencia, calado. Falo da proibição de tirar fotos dentro da igreja.
Já andei por museus de tudo que é canto do mundo. Gosto deles. De uma forma ou de outra, a história do mundo me fascina. Mas em nenhum vi uma estupidez como a da igreja baiana que não permite tirar fotos de nada mas ao mesmo tempo permite a filmagem, mesmo que seja com luz das câmeras. Vão dizer alguns que é por causa do flash. Ok, ok, o museu do Louvre em Paris não permite o uso de flash ou qualquer outro tipo de iluminação artificial mas permite as fotos. O mesmo ocorre em todos os museus da Ilha dos Museus em Berlin, no Museu do Cairo no Egito e até mesmo na Biblioteca do Congresso Nacional em Washington D.C. Então, porque raios não posso na igreja baiana?
Certo que não iria obter uma resposta convincente, perguntei para a moça da recepção que me viu com o trabuco na mão (minha Canon 40D) o porque da proibição e ela simplesmente me diz: não pode por causa do ouro das paredes. Conversa fiada, retruquei. A máscara de Tutancamón, toda de ouro, pode ser fotografada. O buda de ouro do Palácio do Rei da Tailândia, idem. Então, porque não lá? Logo depois descobri o porque (pelo menos em minha visão): ao lado da entrada existe um balcão que vende fotos, postais e souvernis da igreja para aqueles que não puderam tirar fotos pela módica quantia inicial de R$ 5,00. Ok, os franciscanos precisam de grana para manter o treco em pé, alguns podem dizer. Outra conversa fiada. Cobraram R$ 3,00 de entrada (sem direito a nenhuma devolução) e estavam lá vários pedreiros trabalhando na restauração interna usando o dinheiro do erário para a obra (financiado pelo BNDES e outras empresas/associações). Uma vergonha!
Se não bastasse, conversando com meu amigo que me acompanhava, ele chegou a mesma conclusão que a minha baseado no que viu e principalmente em seu conhecimento de um doutor em Geologia que conhecer minerais (inclusive o ouro) como poucos no país. Poderiam usar de outros artifícios para arrecadação e não proibir uma mísera fotografia de um lugar que pertence ao patrimônio de todos os brasileiros.
Frustrante!
Tag's: Brasil, burrice, Fotografia, perguntas, viagem