jan
18
A nova ortografia do idioma português já começa a trazer pérolas com a mudança. Esta, bem lembrada por um amigo carioca:
“Não trema em cima da linguiça!”
Entendeu não?
Tag's: ortografia, piada
A nova ortografia do idioma português já começa a trazer pérolas com a mudança. Esta, bem lembrada por um amigo carioca:
“Não trema em cima da linguiça!”
Entendeu não?
Tag's: ortografia, piada
Isso parece invenção do Júlio. :p
E não é?
Acordo prescreve assim:
“O h inicial mantém-se, no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico/anti-higiênico, contra-haste; pré-história, sobre-humano”. (Base II – Do h inicial e final, 3º).
Todavia, há um adjetivo, sem hifen, nas mesmas condições acima, como aistórico ( datada, segundo Houaiss, de 1930,). Aliás, o próprio Houaiss informa que aistórico , menos corrente e mais usado que anistórico, refere-se a uma forma ” neológica controversa; propõe-se como forma alternativa anistórico, vocábulo calcado no pressuposto de que o a- privativo grego toma a forma an- antes de vogal, o que é verdade quando não se trata de vogal aspirada – precisamente o caso de histórico, do gr. historikós” .
O Acordo não acolheria aistórico por ser uma forma neológica?
Como lidar com esta situação em sala de aula, especialmente na formação de professores de língua materna?
Vicente Martins
Como o sr avalia o acordo quanto à dupla grafia de palavras como, por exemplo, PURÉ, PURÊ, adoção, por empréstimo, do francês purée? Parece-me que o que ampara a existência da dupla grafia é o respeito à fala regional, diatópica.
No caso do Brasil, que no seu regionalismo lingüístico registra, também, em dicionário, a palavra PIRÊ, sob provável cruzamento com pirão, do tupi, como lidaríamos com uma tripla grafia em sala de aula ou em formação de professores da língua portuguesa?
O Acordo não desrespeitaria, no tocante às prescrições da dupla grafia, à variação regional interna dos países ao fixar unicamente as duas formas puré e purê?
E do ponto de vista cultural isso não é ruim para o Brasil e também para Portugal?
Um abraço cearense
Vicente Martins
Caro amigo de comentário afiado. BISONHO se escreve com S e o acento do seu BIZÔNHO caiu em 1971.
Mais um que caiu com meu “bizônho”